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Oppen Impacta participa do primeiro encontro de 2026 do Pacto Global da ONU sobre o Omnibus, projeto do Pacto Ecológico Europeu, com destaque para a participação do Brasil em mapa global

Omnibus e o futuro do ESG: aprendizados do primeiro encontro do Pacto Global da ONU

Nos últimos anos, o debate sobre ESG deixou de ser apenas uma agenda reputacional para se tornar um tema central de estratégia, governança e risco para organizações no mundo inteiro. Esse movimento ficou ainda mais evidente no primeiro encontro promovido pelo Pacto Global da ONU em 2026 dedicado ao Omnibus, conjunto de diretrizes que consolida metas do Pacto Ecológico Europeu.

Tivemos a oportunidade de representar o Brasil nesse encontro, ao lado de apenas outras três empresas brasileiras, e saímos com aprendizados valiosos sobre como a sustentabilidade está sendo tratada, na prática, com um novo paradigma de compliance, gestão e geração de valor.

 

O que é o Omnibus? E por que ele importa?

O Omnibus reúne e organiza diferentes regulações europeias que estabelecem obrigações claras para empresas em relação a impactos ambientais, sociais e de governança. Entre elas, estão metas ambiciosas como a neutralidade de emissões até 2050 e exigências robustas de transparência e diligência corporativa.

Segundo os dados apresentados no encontro, cerca de 4.800 empresas já estão enquadradas na legislação que obriga organizações europeias, e também subsidiárias de empresas fora da União Europeia, a reportarem informações detalhadas sobre seus impactos ambientais e sobre como suas práticas ESG afetam o negócio. Além disso, cerca de 1.200 organizações já aderiram formalmente ao dever de diligência corporativa, que amplia a responsabilidade das empresas sobre toda a sua cadeia de valor, incluindo direitos humanos e meio ambiente.

Na prática, isso significa que ESG deixou de ser apenas um tema de relatório e passou a ser um elemento estruturante da estratégia empresarial.

 

ESG como ecossistema, não como checklist.

Um dos momentos mais ricos do encontro foi a participação da Nestlé, representada por Esteban Mezzano, Vice-presidente de Operações e Sustentabilidade. Ele compartilhou como a empresa estruturou um ecossistema de negócios interdependente para mitigar riscos legais e operacionais ao longo de toda a cadeia de valor.

Esse ecossistema envolve políticas rigorosas de direitos humanos, governança clara, monitoramento de commodities-chave, engajamento ativo de fornecedores e um roadmap estruturado de diligência. Segundo ele, houve resistência inicial interna à adoção das diretrizes do Omnibus, mas, ao longo do processo, ficou claro que a regulamentação não apenas reduzia riscos, como também criava oportunidades.

A cadeia de suprimentos passou a operar de forma mais integrada, transparente e resiliente, incentivando outros atores a se alinharem ao mesmo padrão.

 

Compliance inteligente e rigor de dados.

 Uma frase de Esteban resume bem essa mudança de mentalidade:

“Investidores estão entendendo que o custo com diligência tem se tornado um investimento em rigor de dados e relatórios, pois os padrões de auditoria agregam transparência e credibilidade.” – Esteban Mezzano, Vice-presidente de Operações e Sustentabilidade da Nestlé

Esse ponto é central. O que ficou claro no encontro é que o Omnibus está impulsionando o que foi chamado de Compliance Inteligente: um modelo que integra sustentabilidade, expectativas do mercado, governança, tecnologia e dados de forma consistente.

Não se trata apenas de cumprir regras, mas de estruturar processos capazes de gerar informação confiável, reduzir riscos, orientar decisões estratégicas e fortalecer a relação com investidores, consumidores e a sociedade.

 

O que o Brasil pode aprender com esse movimento

 Embora o Omnibus seja uma iniciativa europeia, seus efeitos são globais.

Empresas brasileiras que fazem parte de cadeias internacionais ou que desejam se posicionar de forma competitiva no futuro precisam olhar para essas diretrizes como um sinal claro do caminho que o mercado está tomando.

Antecipar esse movimento é uma vantagem estratégica. Significa investir desde já em dados de qualidade, metodologias sólidas de mensuração de impacto, governança clara e estratégias de ESG conectadas ao negócio.

 Na Oppen Impacta, pilar de ESG e sustentabilidade da Oppen Social, partimos exatamente desse princípio: sustentabilidade não é um checkbox, é a construção de ecossistemas resilientes, orientados por dados e capazes de gerar impacto socioambiental mensurável.

Unimos ciência de dados, pesquisa aplicada e estratégia para apoiar organizações na estruturação de agendas ESG robustas, alinhadas às exigências regulatórias e às oportunidades de longo prazo.

Se a sua organização quer transformar ESG em estratégia, dados em decisão e impacto em valor real, essa conversa já começou. E ela é global. Vamos marcar para entender como a Oppen pode te ajudar nessa etapa?