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Conheça o estudo do Projeto Guri em São Paulo e veja evidências do impacto das aulas de música no desenvolvimento integral e no desempenho escolar.

Aulas de música e educação: estudo do Guri indica evidências de desenvolvimento integral e desempenho escolar em São Paulo

Há 30 anos, o Projeto Guri, do Governo do Estado de São Paulo e gerido pela Santa Marcelina Cultura, oferece aulas de música gratuitas para crianças e adolescentes, fortalecendo inclusão e desenvolvimento em mais de 400 municípios do estado.

A relação entre cultura e educação costuma ser percebida no cotidiano, mas nem sempre é traduzida em evidências. Foi com esse objetivo que a Fundação Itaú, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e a Santa Marcelina Cultura, e com apoio técnico da Oppen Social, desenhou e implementou estratégias avaliativas para mensurar a importância do Guri.

 

O que o estudo avaliou: desenvolvimento integral e resultados educacionais

A avaliação considerou dimensões do desenvolvimento integral e indicadores educacionais. Entre os aspectos analisados, estão:

  • Autoconceito em disciplinas, habilidades científicas, criatividade e aspectos relacionados às funções executivas (dimensão intelectual) 
  • Autoeficácia e controle emocional (dimensão emocional)
  • Notas e frequência escolar (desempenho e engajamento escolar)

Essas dimensões ajudam a responder uma pergunta prática de gestão pública e social: o programa está gerando mudanças observáveis para seus participantes?

 

Por que uma avaliação quase-experimental?

Programas educacionais e culturais operam em um ecossistema complexo, no qual escola, família, amadurecimento natural e contexto social influenciam o desenvolvimento dos alunos. Para isolar o efeito da participação no Guri, dada a impossibilidade de adotar uma metodologia experimental, adotou-se uma abordagem quase-experimental. A abordagem busca mensurar de forma robusta os resultados que podem ser atribuídos à participação no programa.

O uso da metodologia permite a construção de grupos com perfis semelhantes, possibilitando a comparação consistente entre eles, isolando os aspectos que afetam os resultados e estimando o efeito da participação no programa.

 

Como foi feita a avaliação na prática?

O desenho avaliativo combinou duas frentes:

 

Desenvolvimento integral (dados primários)

A amostra comparou estudantes rematriculados no Guri (com 1 a 3 anos de exposição) com estudantes ingressantes que nunca haviam participado do programa.

  • Tratados: 1.115 estudantes (2022–2024)
  • Controles: 760 estudantes (ingressantes em 2025)
  • Após pareamento: 656 pares, totalizando 1.312 estudantes na amostra final

 

Desempenho e engajamento escolar (dados administrativos)

A análise considerou estudantes do Guri com 3 anos consecutivos de participação e comparou com colegas da mesma turma que nunca participaram do programa, utilizando registros de avaliação e acompanhamento escolar.

 

Principais achados destacados na apresentação de resultados

Entre os resultados apresentados, chamam atenção:

  • Aumento na nota de Matemática, equivalente a 6 pontos na escala da Prova São Paulo (capital), em relação a estudantes que nunca participaram
  • Aumento de 15,5% em autoconceito em Matemática entre os participantes, em comparação com ingressantes que nunca haviam participado antes
  • Aumento de 12,1% em indicadores de criatividade entre os participantes, em comparação com ingressantes que nunca haviam participado antes

Os resultados também indicam variações por grupos, como efeitos mais altos entre estudantes mais jovens em alguns indicadores e diferenças em dimensões específicas por gênero.

Acesse o estudo completo para ver todos os dados e a metodologia detalhada.

 

O papel da Oppen Social no estudo

Para garantir rigor estatístico e uma base sólida para orientar gestão, aprimoramento e expansão do impacto, essas foram algumas das entregas da Oppen Social:

  • Desenho da avaliação não experimental (estratégia metodológica, escopo e indicadores)
  • Plano amostral e estratégia de coleta com polos e estudantes
  • Questionário de desenvolvimento integral (construtos, itens, validação e revisão)
  • Programação do instrumento em sistema de coleta e testes de consistência
  • Mobilização e agendamento com 24 polos participantes
  • Implementação da avaliação (tratamento e análise dos dados, estimação e análise dos resultados)

Quando cultura, educação e evidência caminham juntas, abre-se espaço para decisões mais assertivas, alocação mais eficiente de recursos e maior transparência sobre o que funciona.

Se sua organização quer avançar em monitoramento e avaliação, integrar bases e traduzir resultados em estratégia, fale com a gente.